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Projeto incentiva leitura com indicações de obras de países que participam da Copa do Mundo 2018

Para além do futebol, a Copa do Mundo é também um período que permite às pessoas a oportunidade de conhecerem culturas diversas, sobre as mais variadas perspectivas, e a literatura se mostra como um caminho que possibilita vivenciar essa experiência, por meio dos livros. É por esta razão que está sendo realizado no Colégio Motiva, unidade Centro, em Campina Grande, o projeto ‘Literatura na Copa’, no qual foram elencadas 32 indicações literárias, uma para cada país que está participando do Campeonato Mundial de Futebol de 2018, com o intuito de despertar nos alunos o interesse pela leitura e possibilitar uma imersão em realidades distintas.

A  iniciativa foi do professor de Literatura, Rodrigo Vieira, que pensou no projeto como uma maneira de, além de incentivar a leitura, praticar a interculturalidade, aproveitando o momento em que está sendo realizada a Copa do Mundo, na Rússia, para fazer uma indicação literária de cada país participante. “Procurei colocar gêneros literários variados (romances, poesias, história em quadrinhos, livros infantis) e autores com percursos, projetos literários e identidades distintas, valorizando, sobretudo, a diversidade e a representatividade para tornar a lista o mais plural possível”, destacou o professor.

Ainda de acordo com Rodrigo Vieira, a indicação não significa que o livro seja “a maior obra da literatura daquele país”, tendo em vista que esse critério é bastante subjetivo e pessoal. Ele explica que ela deve ser encarada como uma espécie de “porta de entrada, um convite, um incentivo para se conhecer um pouco mais sobre a produção literária da nação em questão, assim como seus valores culturais, seu cotidiano e sua realidade”.

As dicas de leitura estão expostas em cartazes espalhados pela escola, com um breve resumo do que trata cada obra e você pode saber quais são os títulos elencados conferindo a lista abaixo:  

Rússia – Crime e Castigo, de Fiodor Dostoiésvski

Irã – Persépolis, de Marjane Satrapi

Japão – O livro do travesseiro, de Sei Shônagon

Bélgica – A metafísica dos tubos, de Amélie Nothomb

Coreia do Sul – Por favor, cuide da mamãe, de Shin Kyung-Sook

México – Como água para chocolate, de Laura Esquivel

Arábia Saudita – Garotas de Riade, de Rajaa Alsanea

Alemanha – Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe

Inglaterra – Orlando, de Virginia Woolf

Espanha – Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

Nigéria – Meio sol amarelo, de Chimamanda

Costa Rica – María à noite, de Anacristina Rossi

Polônia – Poemas, de Wislawa Szymborska

Islândia – Gente Independente, de Halldór Laxness

Egito – O ladrão e os cães, de Naguib Mahfuz

Sérvia – Lisboa Ultrassecreta, de Dejan Tiago Stankovic

França – Os miseráveis, de Victor Hugo

Portugal – As intermitências da morte, de José Saramago

Argentina – Ficções, de Jorge Luis Borges

Colômbia – Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez

Uruguai – Contos de amor, loucura e morte, de Horacio Queiroga

Panamá – Bacon from heaven: um comovente e íntimo relato sobre a imigração, de Rosa María Britton

Senegal – A barriga do Atlântico, de Fatou Diome

Marrocos – Nasci num Harém, de Fatema Mernissi

Tunísia – A poeira das promessas, de Ahlem Mosteghanemi

Suíça – A aranha negra, de Jeremias Gotthelf

Croácia – O Museu da Rendição Incondicional, de Dubravka Ugresic

Suécia – Emil e a grande fuga, de Astrid Lindgren

Dinamarca – Contos, de Hans Christian Andersen

Austrália – Tio Petros e a Conjectura de Goldbach, de Apostolos Doxiadis

Peru – A casa dos espíritos, de Isabel Allende

Brasil – Todos os contos, de Clarice Lispector