Depois de quatro anos de tentativas, estudo e persistência, a equipe do Colégio Motiva formada pelos estudantes Clarissa Mendes, Maria Carolina de Araújo e Ruy de Andrade, do Ensino Médio de João Pessoa, conquistou a medalha de Prata na grande final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). A equipe, com a orientação do professor Lucas Moura, chegou à etapa presencial após superar cinco fases online e garantiu um lugar entre as quatro equipes paraibanas premiadas, competindo com 250 equipes classificadas de todo o país. O resultado ganhou ainda mais relevância por ser a única medalha de Prata da Paraíba, em uma edição que distribuiu apenas 27 medalhas de Prata em todo o Brasil.
A conquista, no entanto, começou anos antes. A equipe participa da ONHB desde 2023, quando ainda estava no 8º ano, e, nas três edições anteriores, acabou sendo eliminada na última fase online. A persistência finalmente foi recompensada na edição deste ano. “Começamos a fazer a ONHB em 2023, ainda no 8º ano, e desde então sempre caíamos na última fase online durante quatro anos seguidos. E quando veio o anúncio da Prata, foi simplesmente indescritível. Uma sensação de dever cumprido”, contou Maria Carolina. A final presencial aconteceu na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em São Paulo, reunindo estudantes de diferentes estados em uma intensa maratona de provas, desafios e atividades relacionadas à História do Brasil.
Para chegar preparada à etapa decisiva, a equipe intensificou a rotina de estudos durante o mês de agosto. Foram semanas dedicadas à revisão de conteúdos, resolução de questões e simulados. “Eu acho que é mesmo uma construção ano após ano e esse mês de agosto foi mesmo uma maratona. Foram 10 horas de aula por semana, 6 horas de simulados, realmente uma dedicação para fazer tudo isso valer a pena no final”, ressaltou Clarissa. A preparação refletiu não apenas o compromisso dos estudantes, mas também o trabalho coletivo desenvolvido ao longo de toda a trajetória na competição.
Na Unicamp, além da pressão de uma final nacional, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer presencialmente equipes e orientadores com quem haviam mantido contato apenas de forma virtual durante a competição. Para Ruy, essa convivência foi uma das partes mais marcantes da experiência. “Ver as pessoas que a gente só conhecia online, ver essas equipes que se dedicaram tanto quanto a gente, que fizeram um trabalho brilhante, conhecer pessoas incríveis, os orientadores, isso tudo vai além da medalha”, destacou. A experiência ampliou o significado da participação na olimpíada, transformando a competição em um espaço de encontro e troca entre jovens apaixonados por História.
O reconhecimento veio no dia 30 de agosto, durante a cerimônia oficial de premiação, quando a equipe recebeu a medalha de Prata e consolidou uma trajetória construída com perseverança. Mais do que um resultado, a conquista representa a força de continuar tentando mesmo depois de sucessivas eliminações e mostra como a preparação contínua pode transformar desafios em grandes conquistas.